Bolsonaro impÔe sigilo de cem anos sobre acesso dos filhos ao Planalto

A existĂȘncia dos cartĂ”es utilizados pelos filhos do presidente para ingressar na sede do governo foi informada pela prĂłpria PresidĂȘncia da RepĂșblica, em documentos pĂșblicos enviados à CPI da Covid no Ășltimo mĂȘs.

Por Paulo Pereira em 01/08/2021 às 08:38:52

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou o sigilo de cem anos sobre informaçÔes dos crachås de acesso ao Palåcio do Planalto emitidos em nome dos filhos Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

A existĂȘncia dos cartĂ”es utilizados pelos filhos do presidente para ingressar na sede do governo foi informada pela própria PresidĂȘncia da RepĂșblica, em documentos pĂșblicos enviados à CPI da Covid no Ășltimo mĂȘs.

As informaçÔes foram reveladas pela revista Crusoé, que teve acesso aos documentos emitidos pela Secretaria-Geral da PresidĂȘncia encaminhados por meio da LAI (Lei e Acesso à Informação).

Os termos citados pelo Planalto determinam que as informaçÔes pessoais relacionadas à "intimidade, vida privada, honra e imagem" terĂŁo acesso restrito, independente da classificação de sigilo. O prazo mĂĄximo estabelecido foi de cem anos.

Entre abril de 2020 e junho de 2021 a Crusoé havia mostrado que o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro havia visitado o PalĂĄcio do Planalto 32 vezes.

Uma outra planilha que teria sido elaborada pela Casa Civil mostra que o acesso ao terceiro andar do Planalto e ao gabinete da PresidĂȘncia eram de livre acesso ao vereador do Rio.

JĂĄ o deputado Eduardo Bolsonaro esteve no gabinete do pai em trĂȘs momentos, todas concentradas no mĂȘs de abril de 2020.

De acordo com o documento da Secretaria-Geral da PresidĂȘncia que informa sobre existĂȘncia de crachĂĄs: "As informaçÔes solicitadas dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem dos familiares do senhor Presidente da RepĂșblica, que sĂŁo protegidas com restrição de acesso, nos termos do artigo 31 da Lei nÂș 12.527, de 2011".


Fonte: Da redação com Folhapress

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