Operação Gênesis cumpre mandados contra policiais no Ceará e na Paraíba

Por Paulo Pereira em 21/07/2021 às 17:08:30
Foto: Ascom

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Na manh√£ desta ter√ßa-feira (20), o Ministério Público do Estado do Cear√° (MPCE) cumpriu mandados contra policiais que s√£o suspeitos de crimes de extors√£o, tortura, comércio ilegal de arma de fogo, corrup√ß√£o ativa e organiza√ß√£o criminosa.

No total foram 12 mandados de busca e apreens√£o, sendo sete mandados de condu√ß√£o coercitiva (para os policiais), um mandado de pris√£o contra o policial militar que supostamente lidera o grupo, além de medidas cautelares de afastamento das fun√ß√Ķes de todos os outros seis policiais, que foram cumpridos no Cear√°, na capital Fortaleza, e nos municípios Aquiraz, Itaitinga e Pacatuba; e no município de Itabaiana, no estado da Paraíba.

Entre os suspeitos est√£o sete policiais militares da ativa, um policial civil da ativa e quatro integrantes que supostamente atuariam como informantes da organiza√ß√£o criminosa. A a√ß√£o faz parte da 4¬™ fase da Opera√ß√£o G√™nesis e tem como objetivo desarticular uma organiza√ß√£o criminosa formada e liderada, majoritariamente, por agentes públicos da √°rea de seguran√ßa.

Segundo o Ministério Público, estes agentes públicos tinham acesso ao sistema de informa√ß√Ķes da Polícia para selecionar as vítimas e planejar as a√ß√Ķes criminosas, que eram praticadas através de crimes de extors√£o e tortura contra traficantes de alto poder aquisitivo ou que j√° tivessem passagens pela polícia, com o intuito de obter vantagens financeiras e informa√ß√Ķes pertinentes.

Com isso, os informantes levavam as "informa√ß√Ķes" ao policial militar líder da organiza√ß√£o, que passava a orient√°-los sobre os detalhes que precisariam para a a√ß√£o, a exemplo de quais veículos eram usados pelos traficantes, a rotina de cada um, além dos principais endere√ßos das vítimas.

Feito isso, o suposto líder selecionava e convidava, dentro das necessidades de cada caso, os demais comparsas para a forma√ß√£o da equipe, e o alvo passava a ser monitorado dentro das "opera√ß√Ķes de intelig√™ncia policial" e de pesquisas nos sistemas policiais.

As pessoas eram abordadas e levadas para sua resid√™ncia ou para local mais isolado, onde, eram torturadas para que apontassem o esconderijo de drogas ou de dinheiro, contraindo assim uma "dívida" com os policiais envolvidos para que n√£o fossem presas, com o pagamento de um determinado valor em dinheiro, que era dividido entre os policiais participantes do esquema.

Segundo as investiga√ß√Ķes da Opera√ß√£o G√™nesis, era de costume do policial militar apontado como líder do grupo apresentar atestados médicos para que desta forma fosse dispensado do servi√ßo e, desta forma, ficar mais livre para a realiza√ß√£o dos crimes.

A primeira fase da Opera√ß√£o G√™nesis ocorreu em setembro de 2020 e foram cumpridos 17 mandados de pris√£o e de busca e apreens√£o em Fortaleza e em Maracanaú.

A segunda fase da Operação foi deflagrada em outubro de 2020 e foram cumpridos 16 mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão em Fortaleza e em Caucaia.

J√° na terceira fase, ocorrida em maio de 2021, foram cumpridos 26 mandados de pris√£o preventiva e de busca e apreens√£o, sendo 21 contra integrantes de organiza√ß√Ķes criminosas, com oito integrantes j√° presos, e cinco contra policiais militares do Cear√°, em Fortaleza e Caucaia, na Regi√£o Metropolitana.

Fonte: Da Redação com Paraíba Online

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