Milicianos e evangélicos: A face do atual desgoverno Bolsonaro.

Por Paulo Pereira em 26/07/2021 às 20:27:34


Após o pleito de 2018 que elegeu o atual presidente da República Jair Messias Bolsonaro, milicianos e evangélicos foram os grupos que preferencialmente passaram a compor parte do governo e entraram na pauta da vivência política Contemporânea Brasileira.

De 2018 pra cá, devido a investigações feitas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, provaram a ligação entre o presidente e seus familiares com as milícias, e com a extensão dos poderes que elas exercem na antiga capital do Brasil, passando por periferias, favelas, regiões que foram ocupadas de forma ilícita como também fazendo a parceria com o narcotráfico. A extensão desse poder conseguiu atingir militares por todo país.

A expressão milícia, organização formadas por policiais, bombeiros, guardas municipais, vigilantes, agentes penitenciários e militares, fora de serviço ou na ativa, que criam uma forma de poder paralelo para praticar crimes de toda sorte. O termo miliciano tornou-se uma das mais utilizadas expressões para demonstrar uma característica intrínseca do "bolsonarismo". Os termos, por exemplo, governo miliciano, milícias digitais, milícias de apoiadores etc. Este modelo encaixa-se muito bem com a atual gestão do executivo nacional.

As milícias não nasceram agora, mas há tempos, elas se alojavam em comunidades carentes, retiravam os bandidos de lá e assumiam as comunidades, tomando assim o lugar dos bandidos anteriormente expulsos, extorquindo a população, cometendo extermínios e aterrorizando os moradores, assim tornaram-se muito influentes dentro dessas comunidades.

Com o decorrer do tempo, se fez necessária a aproximação com o poder político, tendo como objetivo potencializar seus empreendimentos. Desta forma, doações de terrenos públicos, disseminaram a cultura da violência atacando os direitos humanos, burlaram autorização para estabelecimentos comerciais e para obras, além da escolha de autoridades policiais convenientes para aumentar seu poder, tornaram-se pagamento de um capital eleitoral e financeiro disponibilizado para parte da classe política.

Do outro lado com a eleição de Bolsonaro, além dos milicianos, veio também os evangélicos. Nunca desde a redemocratização o segmento citado, esteve tão evidenciado publica e politicamente. Esse cenário se deve a história recente da ocupação massiva dos poderes estatais, especialmente no legislativo com a crescente da bancada evangélica e no executivo com a ampla nomeação de ministros pelo governo Bolsonaro. Esse fato pode ser notado por recente pesquisa realizada pela revista exame que aponta o nível de satisfação como bom ou ótimo de 44% dos eleitores evangélicos enquanto é de 22% quando se leva em conta a população em geral.

No que diz respeito aos grandes líderes evangélicos que publicamente declaram seu apoio ao atual presidente da república, teve, por exemplo, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivela, um fracasso total na prefeitura, com denúncias de corrupção, nepotismo e criação de "ocrins," mais uma prova de que os evangélicos apoiaram e receberam apoio do atual governo, formando assim o entendimento das motivações dos evangélicos.

É recorrente no noticiário nacional repasses do governo federal, sem edital de livre concorrência, principalmente pelo ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos que tem como líder a pastora Damares Alves. Outro exemplo é o perdão da dívida das igrejas evangélicas com o INSS e a Receita federal, o "pacotão bilionário" aprovado pelo governo Bolsonaro, salvando os devedores evangélicos de suas obrigações tributárias, sonegação crime de suas dívidas. Os indivíduos que mais se beneficiaram do "pacotão" foram os pastores, Silas Malafaia, Edir Macedo, Valdemiro Santiago e R. R Soares, que utilizam o fanatismo dos evangélicos e ditam as regras manipulando-os, utilizando também de muito charlatanismo religioso, entre outros.

É inegável que os evangélicos influenciam a política brasileira, tal fato evidenciou-se recentemente com a decisão do ministro do STF Kassio Nunes Marques que permitiu, durante a pandemia, cultos e missas em espaços religiosos, mesmo com restrições municipais e estaduais. O citado ministro não cedeu contestação do STF e teve apoio de Augusto Aras, Procurador Geral da República, e, do evangélico André Mendonça, Advogado Geral da União, hoje cotado para ser o próximo ministro do supremo, no Lugar do Decano Ministro Celso de Mello. O que mostra a força dos evangélicos no poder.

Diante destes fatos observou-se que essas duas fontes de poder, agem em sincronia, dividindo o poder em cima de um falso moralismo e falso conservadorismo, utilizando ora o nome de Deus, ora armas, para criar no eleitor bolsonarista uma falsa perspectiva de sociedade ideal, cristã e segura. É notório que esses dois poderes irmanados, muito mais do que destruíram o estado brasileiro, quebraram a bússola da nossa esperança, o norte de um país inteiro, com falsas promessas e hipocrisia de seita e de quadrilha, tendo em Bolsonaro, o falso mito, falso messias, o falso ídolo, o grande beneficiário e aproveitador da coalisão dessas duas ideologias e energias que auxiliaram no desmonte do estado brasileiro e na destruição da sociedade por dinheiro em nome da hipocrisia.

E o que esperar do futuro com estes dois grupos auxiliando Bolsonaro no poder?

Quem viver, verá?

ü Nada deve ser generalizado, com respeito aos evangélicos e militares que não comungam com esta insanidade instalada no Brasil em 2018.

Fonte: Professor Heberth Melo

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